Atenção aos efeitos da menopausa na saúde visual

shutterstock_207839617As mulheres vivem um terço de sua vida após a menopausa. Devido aos sintomas e alterações que surgem nessa fase, chamada de climatério, o acompanhamento médico se torna muito importante.Os olhos secos são uma das primeiras alterações durante a menopausa. Nesse período, muitas das evidências sobre olhos secos estão relacionadas a flutuações nos hormônios, especialmente o estrogênio, que afeta a produção dos componentes aquosos e oleosos das lágrimas.

As mulheres vivem um terço de sua vida após a menopausa. Devido aos sintomas e alterações que surgem nessa fase, chamada de climatério, o acompanhamento médico se torna muito importante. Caso a mulher use lentes de contato ou não, os olhos secos são uma das primeiras alterações durante a menopausa. Nesse período, muitas das evidências sobre olhos secos estão relacionadas a flutuações nos hormônios, especialmente o estrogênio, que afeta a produção dos componentes aquosos e oleosos das lágrimas.

Décadas atrás alguns oftalmologistas desconsideravam as queixas de olho seco, sem dar muita importância. Naquela época os médicos desconheciam que olhos secos podem indicar graves problemas: inflamações crônicas, aumentar os riscos de infecções, visão borrada, secreção e, em raros casos, córnea danificada e perda da visão.Comumente, olhos secos interferem na vida diária, tornando mais difícil ler, dirigir veículos (especialmente à noite), trabalhar no computador e mesmo sair à luz do sol.

O olho seco é uma doença crônica caracterizada pela deficiência da produção da lágrima ou evaporação rápida, que afeta cerca de 30% da população em todo o mundo. Este distúrbio do filme lacrimal pode produzir áreas secas sobre a conjuntiva e córnea, o que facilita o aparecimento de lesões. As lágrimas têm função terapêutica, pois, além de limpar e proteger o olho, evitam que pontos secos interfiram na refração. Os sintomas – ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia – são facilmente confundidos com alergia ou conjuntivite. Além dos fatores ambientes, a doença está relacionada a trauma (queimaduras químicas), idade avançada, tratamento quimioterápico, uso de alguns medicamentos ou de lentes de contato, menopausa nas mulheres, doenças do sistema imunológico (lupus, síndrome de Sjögren, Stevens-Johnson e outras) e doenças da tireóide.

Um diagnóstico correto com tratamento adequado pode ajudar qualquer pessoa portadora da doença do olho seco a ter uma melhor qualidade de vida. Perceber com que freqüência e em que condições os sintomas aparecem, mudar de ambiente e de estilo de vida pode fazer grande diferença. A paciente pode experimentar significativa melhora reduzindo sua exposição à poluição, ar condicionado, secador de cabelos, salas e carros muito aquecidos. Usar gotas lubrificantes/lágrimas artificiais ou substituir as lentes de contato por óculos ajuda. Talvez seja útil beber muita água, reduzir a cafeína e aumentar o consumo de Ômega-3, consumindo mais peixe gordo, óleo de linhaça ou de canola.

O oftalmologista deve ser consultado na presença de algum dos sintomas abaixo, além dos sintomas de olho de seco:

– Dificuldade para enxergar objetos ou ler;

– Visão dupla com sobreposição lateral, superior ou periférica ;

– Diferenças entre a visão de um olho com relação ao outro;

– O aparecimento de imagens diferentes no seu campo visual, parecidas com bolinhas, fachos de luz, luzes piscantes ou intermitentes;

– Diminuição da sua visão central ou periférica;

– Dor nos olhos;

– Visão embaçada ou sensação de que imagens retas ficam curvadas ou distorcidas;

– Lágrimas ou secura constantes nos olhos.

Além disso, considerando que nessa idade o risco do glaucoma começa a aumentar, é importante medir a pressão intra-ocular anualmente.
Cuide-se!

Fonte: UNIFESP


O excesso no consumo de cigarro e de café podem aumentar a pressão intraocular

shutterstock_62611207O glaucoma se caracteriza por alterações do nervo óptico e camada de fibras nervosas da retina, normalmente associado ao aumento da pressão intraocular. Se não tratado adequadamente, leva ao dano permanente do nervo óptico, causando uma perda progressiva do campo visual, que pode progredir para cegueira. O problema tem caráter hereditário e tende a ser mais frequente nos indivíduos parentes de primeiro grau (pais, irmãos e filhos) de portadores da doença, que também está ligada ao processo de envelhecimento. Outras condições que favorecem o surgimento do glaucoma incluem diabetes, raça negra, enxaqueca, traumas oculares e cirurgias intra-oculares prévias. No entanto, não são apenas essas condições que aumentam o risco de se desenvolver glaucoma. Alguns hábitos de vida que, inicialmente, não estão relacionados à visão ou à saúde dos olhos, podem contribuir para o desenvolvimento de problemas oculares. Diversos estudos buscam identificar possíveis fatores que podem comprometer a pressão intraocular, seja de maneira transitória ou prolongada. A seguir, apontamos medidas preventivas comprovadamente eficientes:
Atividade física: alguns exercícios podem aumentar ou diminuir a pressão intraocular – estudos mostram que indivíduos com bom condicionamento físico apresentam pressão ocular mais baixa do que aqueles não condicionados ou sedentários. Atividades prolongadas, como corrida e ciclismo, levam à sua redução transitória em pacientes com glaucoma. Já em relação às atividades que envolvem aplicação rápida e máxima de força por um curto período de tempo, como levantamento de peso, pode ocorrer elevação durante o exercício. Pacientes com glaucoma que praticam ioga devem ser constantemente orientados e evitar a posição invertida de cabeça e tronco (Sirsasana), pois nessa posição a pressão ocular pode subir a valores muito elevados, e existem relatos de casos nos quais pacientes tiveram piora da doença em curto espaço de tempo.

Cafeína: um dos estudos mais relevantes nessa área, que avaliou cerca de 3500 participantes na Austrália, mostrou que a pressão ocular é, em média, de 15 a 20% mais alta em pessoas que tomam café do que naquelas que não tomam. E quando analisados somente os participantes que tomam café diariamente, a pressão dos olhos se mostrou mais alta naqueles que consomem mais café (>200mg de cafeína/dia) quando comparados aos que consomem menos (<200mg de cafeína/dia).

Tabagismo: embora não exista relação direta entre tabagismo e desenvolvimento de glaucoma, o hábito de fumar causa aumento transitório da pressão intraocular. Semelhante ao efeito observado com a cafeína, estudos mostram que a pressão ocular é mais alta em pessoas que fumam do que naquelas que não fumam.

Medicamentos: diversos medicamentos podem levar ao aumento da pressão ocular e, dentre eles, os mais temidos são os anti-inflamatórios a base de cortisona, utilizados frequentemente em doenças respiratórias, reumatológicas e quadros alérgicos. Estudos mostram que muitas pessoas apresentam elevação significativa da pressão ocular após uso de cortisona, principalmente por períodos prolongados (em alguns casos, chega a dobrar). Como a maior parte dos pacientes não sente qualquer sintoma, é importante que o clínico o encaminhe ao oftalmologista para avaliação. Embora não seja algo comum, muitas drogas utilizadas para o tratamento de doenças diversas, como incontinência urinária, depressão, prevenção de crises convulsivas e profilaxia de enxaqueca, podem causar elevação significativa de pressão ocular em olhos predispostos. Um simples exame oftalmológico é capaz de orientar o clinico sobre a existência de riscos com o uso dessas medicações.
Referência: http://goo.gl/XPvlFM


Zika e cuidados com a saúde ocular

ZIKA1 – Quais as lesões oftalmológicas associadas ao Zika vírus?

Os efeitos do Zika vírus sobre a visão humana ainda estão em fase de estudos para respostas mais precisas, mas sabemos que ele pode causar afecções oftalmológicas diversas. O quadro inflamatório semelhante à conjuntivite viral é o mais frequente, devido ao acometimento da camada externa do olho (a conjuntiva). É comum esse quadro ser um dos sintomas iniciais da doença e pode inclusive ser o único sintoma.

É possível ocorrer também uma inflamação mais profunda (uveíte), que compromete total ou parcialmente a íris, o corpo ciliar e a coróide (o conjunto dos três formas de úvea), mais grave que a conjuntivite e que, além de olho vermelho, provoca dor e embaçamento da visão.

Outras doenças ainda estão sendo relacionadas ao Zika, entre elas a maculopatia (doença da retina), a neurite óptica (inflamação do nervo óptico) e esclerite (inflamação da esclera, camada média do olho).


2- Existe algum cuidado especial em relação às crianças infectadas?

Sim. Podem ocorrer alterações no desenvolvimento ocular, nos casos em que o vírus foi adquirido ainda na vida intrauterina. O período fetal é crucial para o desenvolvimento ocular. Qualquer distúrbio que afete o desenvolvimento do feto pode afetar gravemente os olhos. Algumas infecções como a rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose são classicamente relacionadas a microcefalia e a malformações oculares. Ainda não sabemos qual a extensão do acometimento ocular peloZzika, mas algumas avaliações preliminares já demonstraram maior incidência de catarata e glaucoma congênitos, coloboma (defeito no desenvolvimento) de retina e de nervo óptico em crianças com microcefalia afetados pelo Zika vírus.

 

3 – As lesões oftalmológicas são definitivas? Existe algum tratamento específico para os problemas oculares?

A maioria requer tratamento simples, como o uso de colírios, por exemplo, e terão resolução total com nenhuma sequela.

Os casos mais graves como os das crianças acometidas antes do nascimento tendem a ser mais definitivos. O tratamento dependerá do tipo de alteração e do nível de acometimento, podendo incluir cirurgia em alguns casos ou reabilitação visual.

 

4 – Quando alguém é diagnosticado com Zika, quais os sinais que devem fazê-lo (a) procurar o oftalmologista?

O risco é maior quando a pessoa é exposta a dois tipos diferentes do vírus (Chikungunya e Zika, por exemplo), porque é possível sofrer uma hemorragia na retina. A recomendação é consultar um oftalmologista antes de completar sete dias do diagnóstico. De todos os distúrbios oculares decorrentes dos vírus, só a hemorragia subconjuntival altera o aspecto do olho, deixando a esclera (parte branca) congestionada de sangue. Em caso de dor nos olhos ou visão turva, a recomendação é consultar um oftalmologista imediatamente.

Os adultos ou crianças que apresentem olho vermelho, dor ocular ou embaçamento devem procurar o oftalmologista para uma avaliação. Em consulta básica, o médico oftalmologista poderá identificar os casos mais simples (conjuntivite, por exemplo), e os que irão requerer tratamento específico.

Já os bebês com suspeita de infecção congênita por Zika devem ser avaliados o mais cedo possível. Dessa forma poderão receber o tratamento indicado e estimulação visual precoce a fim de minimizar os efeitos deletérios no potencial de acuidade visual.

 

5 – Com a epidemia, aumentou também o número de pessoas que usam repelentes. O que fazer quando acidentalmente o produto entra em contato com os olhos?

Mesmo sendo seguro usar os repelentes que contenham Icaridina, DEEP ou IR 3535 para combater o Aedes Aegypti, a aplicação incorreta pode causar complicações, como conjuntivite tóxica e alergia.

As principais formas de prevenir as complicações oculares são: proteger os olhos quando usar repelentes do tipo aerosol e lavar sempre as mãos após o uso, inclusive de produtos em spray.

Pessoas alérgicas devem testar sua sensibilidade à composição, aplicando uma pequena quantidade no antebraço. Caso haja irritação da pele ou alterações nas vias respiratórias, o produto deve ser trocado para evitar reação em cadeia nos olhos.

Em caso de contato acidental com a mucosa ocular, a dica é lavar o olho abundantemente com água filtrada e consultar um oftalmologista se o desconforto não desaparecer.


Como a ingestão de bebidas alcoólicas pode afetar a nossa visão?

Bebidas alcoólicas e visão Além de causar leve vermelhidão nos olhos quando ingerida, a bebida alcoólica pode causar outras complicações oculares, muito além das olheiras e olho seco. Um dos primeiros fatores afetados pela visão e bem percebido nos primeiros estágios de embriaguez é a capacidade de avaliar distâncias, de focar objetos, de fazer movimentos oculares com precisão e a noção de contraste entre claro e escuro. Isto acontece porque de todo o álcool que ingerimos, somente 5% é eliminado diretamente através da transpiração, da saliva e da urina. A maior parte é absorvida e levada a corrente sanguínea quando é depurado pelo fígado em taxas pequenas e lentas. Ou seja, a grande parte se acomoda nos diferentes órgãos e particularmente no cérebro, afetando as capacidades cognitivas, sensoriais e motoras.

A longo prazo, a ingestão de álcool causa considerável diminuição dos níveis de vitaminas B e Zinco, podendo causar neurite óptica, inflamação do nervo óptico, que pode evoluir até a cegueira. O nervo óptico é a estrutura responsável por conduzir os impulsos luminosos ao cérebro, onde eles serão transformados em visão. Quando o consumo de álcool é prolongado, também é possível identificar uma mancha permanente nos olhos: vermelha ou amarela. Esse é, inclusive, um dos
sinais físicos encontrados nos alcoólatras. Com o tempo, a pressão ocular elevada pode danificar o nervo óptico, resultando em glaucoma e perda permanente da visão

A neurite óptica pode ocorrer também no caso da ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas, com um valor de metanol maior do que o permitido pela Anvisa, de 0,25ml/100 ml. A doença ainda pode se agravar e causar uma esclerose múltipla, mal que acomete sobretudo as mulheres. Nos estágios iniciais, porém, a doença pode ser tratada com injeções.

Para evitar complicações com os olhos, as pessoas que bebem álcool devem aliar esta prática à uma alimentação mais saudável, rica em vitaminas A, C, E e do complexo B. Em quantidades moderadas, o consumo de álcool não traz malefício à visão. O excesso, como sempre, é o vilão.

Rosácea ocular e Alcoolismo

Outra curiosidade é a relação do surgimento de rosácea ocular com o alcoolismo. Pessoas de pele clara que se expõem excessivamente ao sol e dependentes alcoólicos são as vítimas preferenciais de rosácea ocular. A doença, que acomete principalmente a face, pode alcançar os olhos, provocando inflamações na pálpebra (blefarites), na episclera (episclerite), na íris (irite), na córnea (ceratite) e na conjuntiva (conjuntivite).

O paciente com rosácea de pele apresenta lesões na face, muito parecidas com acnes (espinhas), além de manchas avermelhadas que podem atingir os olhos. Quando alcança a região ocular, o paciente apresenta vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, ardor, embaçamento visual e prurido (secreção). A origem da rosácea é desconhecida, mas sabe-se que a doença está relacionada a infecções bacterianas, alergias, distúrbios psicossomáticos (distúrbios físicos supostamente causados por fatores psicológicos), desordens gástricas, dietas e, principalmente, exposição excessiva ao sol e o alcoolismo.

Pelo menos dois exames complementares podem ajudar na detecção da rosácea ocular: o teste de Schirmer e o Rosa Bengala. O primeiro, é um teste utilizado para definir se um olho produz quantidade suficiente de lágrima para mantê-lo lubrificado. Já o segundo, consiste na aplicação de um corante no olho do paciente que permite avaliar o grau de sofrimento das células superficiais da córnea e da conjuntiva pela baixa proteção da lágrima. Se há pontos secos, eles irão absorver diferentemente o corante, delimitando a área afetada.

A rosácea não tem cura, mas tem controle. Suas manifestações são tratadas com antibióticos administrados por tempo prolongado. Os pacientes que apresentam o quadro de rosácea ocular devem tomar cuidados especiais com a exposição ao sol e com dietas, além de evitar bebidas alcoólicas para não provocar surtos da doença.

 


NOVAS TÉCNICAS PARA TRATAMENTO DO PTERÍGIO

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Pterígio ou pterígeo é o crescimento do tecido da conjuntiva sobre a córnea. A conjuntiva é o tecido que cobre a parte branca do olho, chamada de esclera. Quando esse tecido se espessa, fica mais vascularizado e cresce sobre a córnea, parte transparente do nosso olho.

O que causa o Pterígio ?
O pterígio é mais comum em pacientes com muita incidência de luz solar, próximos da linha do equador, e em pessoas que trabalham expostas ao sol (pescadores, trabalhadores rurais etc). Ocorre com mais frequência em homens a partir dos 30 anos.
Há também um fator genético, individual. Ou seja, pessoas que ficam muito expostas ao sol, podem não desenvolver pterígio enquanto outras que moram em locais mais frios e ficam mais dentro de casa, acabam desenvolvendo essa alteração.

Qual a evolução do pterígio ?
No começo, o pterígio é pequeno e só é possível ver pequenos vasos sanguíneos na região próxima a córnea. Com o tempo, o pterígeo fica mais grosso, os vasos mais calibrosos e o tecido avança sobre a córnea, em direção ao centro, a pupila (aquela “bolinha” preta no centro do olho). Quando o pterígeo atinge ou chega perto da pupila ele já começa a afetar a visão. Essa evolução é lenta, ao longo de meses ou anos.

Quais os sintomas do pterígio?
O principal sintoma do pterígio é a vermelhidão do olho. Essa vermelhidão é principalmente no canto do olho, próximo do nariz. Além disso, também ocorre ardência, lacrimejamento, fotofobia, dificuldade em manter os olhos abertos na claridade (fotofobia) e sensação de areia nos olhos

O pterígio pode prejudicar a visão ?
Sim. O pterígio pode prejudicar a visão de duas formas. A primeira é tracionando a córnea e consequentemente, distorcendo a formação das imagens (causando astigmatismo). A outra forma é quando ela tampa o eixo visual, isto é, cobre a pupila (também chamada de “menina dos olhos”).

Qual é o tratamento do Pterígio ?
O tratamento do pterígio nas formas iniciais é apenas com colírios lubrificantes e/ou vasoconstritores para aliviar os sintomas e
diminuir a vermelhidão. Mas quando a doença aumenta, o único tratamento possível é a cirurgia.

Como é a cirurgia do pterígio ?
A cirurgia do pterígio  é feita em centro cirúrgico, com anestesia local através de colírio anestésico (ou seja, a pessoa fica acordada e não recebe anestesia geral), dura em média 15 a 30 minutos, e a pessoa vai para casa no mesmo dia e com curativo no olho. Nos primeiros dias, o olho fica vermelho e irritado mas com o uso dos colírios vai voltando ao normal em alguns dias ou semanas.

Existem várias técnicas para a cirurgia do pterígio. Em todas elas, realiza-se a retirada total do pterígio, a diferença é no que é
colocado no local onde antes havia o pterígio. Na técnica mais simples, não coloca-se nada no local. Na técnica mais atualmente utilizada coloca-se uma parte de conjuntiva retirada de outro local do olho (transplante de conjuntiva). Em outra técnica, coloca-se um tecido chamado membrana amniótica(transplante de membrana amniotica) que é um tecido retirado da placenta e processado em laboratório especializado.

A colocação desses tecidos ou enxertos (conjuntiva ou membrana amniótica) visa diminuir a chance do pterígio voltar ou recidivar.

Além disso, alguns oftalmologistas utilizam um medicamento chamado mitomicina C para diminuir a chance do pterígio voltar. Ele pode ser usado durante a cirurgia ou no pós operatório na forma de colírio.

Uma técnica antiga que não tem sido mais utilizado para a cirurgia do pterígio é a betaterapia. Por muito tempo ela teve seu papel mas pelas complicações existentes foi substituida pelas técnicas mais modernas

É preciso dar pontos na cirurgia de pterígio?
Em geral é neccessário dar pontos na cirurgia de pterígio, para fixar os “enxertos” (conjuntiva ou membrana amniótica) colocados. No entanto, em alguns lugares, já é usado uma cola biológica que gruda esses enxertos e evita a necessidade dos pontos. Isso é a cirurgia de pterígio sem pontos.

No vídeo abaixo é possível ver uma cirurgia de pterígio. A cirurgia não foi feita por nós, mas é possível ver a retirada do pterígio, a retirada da conjuntiva sadia que vai ser usada como transplante e a sutura com pontos.

http://www.youtube.com/watch?v=ctRWniMAd9c

O pterigio pode voltar?
Sim, o pterigio pode voltar mesmo após a cirurgia. Por isso é importante a realização dessas técnicas mais modernas com colocação de membrana amniótica ou o transplante conjuntival. O uso da mitomicina C também diminui a chance do pterígeo voltar após a cirurgia.

O que é a pinguécula ?
Pinguécula é o nome dado a uma elevação amarelada, as vezes com alguns vasos sanguíneos, localizada na mesma região do pterígeo. Alguns cientistas, acreditam que a pinguécula seja o ínicio do pterígio. Ou seja, a pinguécula pode ser um pterígio inicial, pequeno.

Fonte: http://goo.gl/c5tFwP